Mare Nostrum

Somos um, somos unidos
e juntos vamos lutar
pra levar este navio
a um bom porto chegar

Na primeira estamos juntos
e aqui vamos ficar
orgulhosos, destemidos
Portugal vamos Honrar

O destino que escolhemos
serve na terra e no mar
lutamos pela bandeira
de uma força singular

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Auto de Notícia

………………………………………………Auto de Notícia…………………………………………………………………
……Aos 23 dias do mês de Janeiro de 2009, pelas 08:00 horas da manhã, no lago Rodrigo de Freitas, junto ao morro da Babilónia, na cidade de Deus, foi encontrado um corpo humano aparentemente sem vida pela Polícia Marítima. Segundo testemunhas não identificadas, a vítima terse-á atirado ao lago, onde se terá afogado, após passagem pelo bar Vinte de Novembro, onde foi visto a beber, a cantar e a dançar, abandonando o bar sozinho, nada deixando transparecer da sua intenção, pelas 02:00 horas. Uma testemunha de seu nome João Garcia afirmou : ............. -Parecia feliz. Nada fazia prever o que se passou…………………………………………………………………….
………O Delegado de Saúde Lopes Da Silva, dirigiu-se ao local e confirmou o óbito, faltando apurar a causa da morte e o motivo. Junto se anexa, verificação do óbito, emitido pela autoridade de saúde de Almada, bem como o relatório de entrada do cadáver na morgue: “rest in peace”. …………………………………………………………………………………………………………………………..................
…………. Por ser verdade e para constar, se lavrou o presente auto que depois de lido e achado conforme, vai ser devidamente assinado.

Auto de Notícia

--------Aos 23 dias do mês de Janeiro de 2009 pela 0600h eu agente de sauron Iron Man portador do NIPC xxxxxxxx encontrava-me a realizar uma ronda próximo da zona do Lago Rodrigues de Freitas, quando encontrei um individuo do sexo masculino inanimado.--------------------------------------------------------------------------------------
--------Procedi de imediato conforme estabelecido protocolarmente activando todos os meios necessários e alertando a quem de direito.------------------------------------------------------------------------------------------
--------Após comprovado o óbito pelo Delegado de Saúde e investigação intensiva, consegui apurar que se tratava do cidadão João Gostoso de 45 anos de idade, residente no morro da Babilónia, portador do B.I. xxxxxxxx filho de António Gostoso portador do B.I. xxxxxxxx e de Maria Gostoso, portadora do B.I. xxxxxxxx foi pela última vez visto a sair do bar Vinte de Novembro pelas 0200h.------------------------------------------------------------------------
--------Apresentava sinais visíveis de avançado estado de embriaguez, segundo um amigo seu que eu próprio interpelei, o senhor João Garcia, residente no n.º27 do morro da Babilónia, portador do B.I. xxxxxxxx, filho de Manuel Garcia portador do B.I. xxxxxxxxe de Lurdes Gacia portadora do B.I. xxxxxxxx, que o indivíduo se encontrava feliz e bem-disposto, nunca deixando transparecer que algo de errado se passava.-----------------------------------------------------
--------Por ser verdade e para constar se lavrou este auto que, depois de lido e achado conforme, vai ser devidamente assinado.--------------------------------------------------------

Iron Man
Agente Secreto de Sauron
NIPC xxxxxxxx

domingo, 25 de janeiro de 2009

Auto de notíca

---Aos 23 dias do mês de janeiro de 2009, pelas 10:54 horas, nesta cidade de Almada, na base da Marinha situada no Alfeite, eu – Capitão Planeta, agente da sauritanea, encontrava-me no exercício das minhas funções quando fui avisado telefonicamente pelo piquete do comando local de Lisboa, agente Godot, de que um corpo se encontrava a flutuar no lago Rodrigo de Freitas. ----
---Desloquei-me de imediato para o local, solicitando apoio ao Regimento de Sapadores Bombeiros e à Policia de Segurança Publica de Almada. Já no local, o corpo foi retirado da agua pelos mergulhadores profissionais dos bombeiros e uma testemunha foi abordada e identificada por mi.---
--- O qual, João Garcia, solteiro, professor de yoga ,nascido a 30 de Setembro de 1981,Natural de Grandola ,portador do BI n.º 11933754,emitido a 25/10/2006 pelo SIC de Sines, que afirmou conhecer a vitima por ser seu vizinho no morro da babilónia com o nome de João Gostoso e sendo de profissão, carregador de feira livre. --
---Mais acrescentou que minutos antes tinha visto seu vizinho a cantar, dançar e beber no bar Vinte de Novembro de onde saiu sozinho.---
--- Seguidamente, todos estes factos foram comunicados ao Ex.mo Senhor procurador - Adjunto de turno, junto do Tribunal Judicial da comarca de Almada, Dr. Lagostim, que após tomar conhecimento deu ordem de inicio ao processo de investigação criminal por parte da autoridade judicial do mesmo distrito.---
---Por ser verdade e para constar, se lavrou o presente auto que, depois de lido e achado conforme, vai ser devidamente assinado.

Auto de Noticia

-----Aos vinte e três dias do mês de Janeiro de 2009, pelas 02.30 horas, nesta cidade de Jerusalém, onde eu - Mr.Z – agente estagiário da Polícia Marítima me encontrava em serviço de piquete, fui chamado a comparecer no morro da babilónia por habitantes dessa zona dizendo que se encontrava um corpo humano na lagoa Rodrigo de Freitas.------------------------------------------------------------
Desloquei-me rapidamente ao local, e, ao chegar lá, deparei-me com um corpo humano inanimado a boiar na referida lagoa, em posição ventral. De imediato contactei o delegado de saúde e os bombeiros para que se pudesse proceder à remoção e apreciação do estado da referida pessoa.--------------------------------------------------------
Continuei interrogando as pessoas que entretanto se tinham juntado para observar os acontecimentos, tentando perceber se alguém teria uma pista sobre o que poderia ter sucedido. Assim que foi possível identificar visualmente a pessoa, mais tarde dada como cadáver pelo delegado de saúde, João Garcia de 28 anos e morador no morro da Babilónia, afirmou que a vítima se tratava de João Gostoso, de 28 anos, também ele residente no morro da Babilónia. A testemunha elucidou que ambos se encontravam horas antes no bar “Vinte de Novembro” onde se divertiam e que, João Gostoso estava alegre e bem disposto e que abandonou sozinho as instalações do referido bar pelas 02.00 horas.------------------------------------------------------------------------
O corpo foi encaminhado pelo delegado de saúde para o instituto de medicina legal para futuras análises para se poder determinar a causa do óbito.---------------------
Por ser verdade e para constar se lavrou o presente auto que, depois de lido e achado conforme, vai ser devidamente assinado.-------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------

Mr.Z
99966608
Agente Estagiário da Polícia Marítima

Foram elas!

Como primeiro ponto, penso ser importante excluir uma das duas hipóteses apresentadas: Suicídio ou assassínio.
O suicídio implica estados emocionais muito negativos, como por exemplo a auto-estima ou auto-controlo baixos. A pessoa entra num estado de sofrimento tal que a morte se torna não num caminho possível, mas como o único caminho possível.
Na última noite da Anabela, antes da sua morte, estão subjacentes sentimentos fortes mas nenhum pressupõe os estados que podem levar ao suicídio, antes pelo contrário. Ela sente revolta, raiva, ódio. Estes sentimentos impelem a pessoa para lutar e não para baixar os braços e entregar-se à morte.

Posto de lado a hipótese de suicídio resta-nos portanto um assassinato. Numa primeira análise, os principais suspeitos são o seu ex-noivo e o seu ex-namorado, devendo portanto analisar estes dois e os factos apresentados.

O seu ex-noivo, o bancário, um cidadão que se preocupa em passar uma boa imagem, procurando excessos no seu modo de vestir, mas que fisicamente estava aquém daquilo que gostaria de ser. Este foi surpreendido na noite antes do casamento, pelo reatar entre a sua ex-noiva e o Tó Jó o ex-namorado dela. Ferido no seu orgulho retirou-se, sem sequer querer lutar por ela, e fugir a uma possível maior humilhação. Será este facto suficiente para este matar a sua ex-amada? No meu entender seríamos muito menos no planeta se situações destas levassem este homem a cometer tal crime.

Analisemos portanto o Tó Jó. Ex-namorado de Anabela que após 3 anos se separaram,. Deixando sempre na Anabela um sentimento de desejo que se tornava rapidamente em ódio, por este a deixar desconcertada.
Este trabalhava como securita numa fábrica, embora o seu sonho fosse ser modelo passando grande parte do seu tempo a trabalhar os músculos e a pensar que um dia estaria em Paris ou Milão. Embora o Tó Jó tivesse um fraquinho pela Anabela, devido às suas pequenas imperfeições, seria este factor determinante para a matar, após a noite desastrosa antes da morte dela? Teria Anabela afectado o seu orgulho de tal modo, que por esta o achar um falhado após o contacto sexual, o deixasse transtornado a ponto de a matar? No meu entender, mais uma vez, seríamos muito menos no planeta se este facto produzisse tais acções.

Há no entanto um aspecto no Tó Jó muito importante de salientar. Ele deixava o mulherio em desassossego. Sendo portanto natural que ele facilmente tivesse outras pretendentes.

Existe um facto ao longo do texto que não me passou despercebido e que me levou à hipótese de assassínio por outra pessoa que não um destes dois.
Após a mudança para o 7º direito para viver com o bancário, esta foi despedida do salão de cabeleireiro onde trabalhava. Estaria alguma das suas colegas ou “amigas” interessadas no Tó Jó, a ponto de dificultar a vida? Era sabido que algumas tinham inveja do seu casamento, estaria alguma apaixonada pelo bancário a ponto de a matar? O bancário era um individuo muito menos atraente fisicamente que o Tó Jó, e a hipótese que me parece mais provável prende-se com o facto de a aparente reconciliação entre os dois, ter lançado a fúria de uma destas suas colegas, por ciúmes, empurrando-a pela escada abaixo. O ciúme e inveja aliados a um amor doentio, são combinações que me parecem muito mais prováveis de conceber um assassinato, do que orgulhos feridos. Deste modo no meu entender a Anabela foi assassinada por uma das suas ex colegas do cabeleireiro por ciúmes do Tó Jó.

O Fim

A noite havia sido fenomenal, maravilhosa, porém, ao acordar na manhã seguinte, Tó Jó deparara-se com um cenário horrível. Tó Jó estava amedrontado, horrorizado, apavorado. Anabela encontrava-se sentada no cadeirão colocado junto à janela olhando fixamente para o único que sempre lhe provocou o tremor no lábio. Anabela empunhava uma pistola e apontava-a para ele. Desesperado, Tó Jó levantou-se num movimento brusco e questionou a mulher que sempre amara sobre a razão para o que estava a acontecer. Nem um som se ouviu da boca de Anabela. Tó Jó pediu calma e questionou novamente as suas intenções. Dos olhos dela apenas saíram lágrimas, lágrimas brilhantes e intermináveis que percorriam o seu rosto, caindo por fim no seu colo nu e frio, como toda a conjuntura com que ambos se deparavam. Por fim, Anabela soltou parcas palavras em sofrimento e desesperada:
- Chega, estou cansada, não aguento mais.
Logo de seguida um som terrível usurpava em eco todo o silêncio perturbador presente naquele quarto. Tó Jó caía sobre a cama, o seu sangue manchava os lençóis de seda brancos. Anabela continuou sentada no cadeirão, quase já não chorava, apenas tremia nervosa.
Segundos depois a porta do quarto abria com estrondo, Carlos Alberto entrava assustado naquele espaço. Ao deparar-se com aquele panorama ficou doido de raiva, Anabela e Tó Jó nus num quarto repleto de vestígios de uma noite louca, era uma catástrofe. A imagem do bancário cairia perante toda a vizinhança. A Carlos Alberto apenas interessava a sua imagem perante todos, a morte de Tó Jó nada significava para ele, tal como o casamento com Anabela, que apenas serviria para provar a sua masculinidade. Enraivecido ouviram-se da sua boca insultos, injurias, juras de vingança por Anabela ter denegrido a sua imagem.
Anabela olhou nos olhos do seu ex-futuro-marido e num gesto rápido e certeiro coloca uma bala no centro do rosto de Carlos Alberto, fazendo-o cair de bruços na alcatifa creme que tapava o soalho envelhecido.
De seguida e sem hesitar deslocou-se até à janela e num impulso, proferiu gritando uma sentença atormentada:
- A vida não vale nada.
Rapidamente saltou, o terror terminara, a vida findava a cada centésimo de segundo, Anabela despedia-se, jovem, da sua existência com futuro “tranquilo”.

Auto de Notícia

- Aos vinte e dois dias (22) do mês de Janeiro de 2009, pelas oito horas e trinta minutos (0830h), nesta cidade da Costa da Caparica e Posto da Polícia Marítima, onde eu - Dulce Rodrigues, Agente Estagiário da Polícia Marítima, me encontrava no exercício das minhas funções , fui informada telefonicamente, pelo piquet do Comando Local de Lisboa da Polícia Marítima, na pessoa do Agente Sauron, da existência de um corpo humano que havia sido avistado e recolhido das águas do Lago Rodrigo de Freitas, por agentes desta polícia, que se encontravam a patrulhar a referida área.--------------------------------------------------------
- De seguida desloquei-me ao local, onde pude confirmar da existência do referido corpo, tendo constatado tratar-se de João Gostoso, nascido a 28 de Novembro de 1957, natural de Campo Grande - Lisboa, solteiro, filho de António Gostoso e de Maria do Amparo Gostoso, com Bilhete de Identidade número 1401696 emitido em 10 de Janeiro de 2005, pelos Serviços de Identificação Civil de Lisboa, tendo este lançado-se ao Lago Rodrigo de Freitas na madrugada da presente data.----------------------------------------------------------------------------------

- Face à ocorrência, foi solicitada a presença da Autoridade de Saúde de Almada, tendo comparecido o Dr. Augusto Aguiar, que confirmou o óbito, pelas dez horas e vinte cinco minutos (1025h).----------------------------------------------------------------------------------------

- Seguidamente, os factos foram comunicados ao Exmº Sr. Procurador-Adjunto de turno, junto do Tribunal Judicial da Comarca de Almada, Dr. António Matos, que após tomar conhecimento dos factos de que João Gostoso ter-se-á atirado ao referido lago, onde se afogou, após passagem pelo Bar Vinte de Novembro e por não existirem indícios de violência, autorizou a remoção do cadáver para a morgue do Hospital Garcia de Orta em Almada, o que foi efectuado através de uma ambulância dos Bombeiros Voluntários da Trafaria.----------------------------------------

- Mais dou notícia que, foi atribuído o NUIPC XXX/XXX GGLSB, pela Guarda Nacional Republicana, que aquando do eventual suícidio, através do citado Lago Rodrigo de Freitas, iniciou as diligências.-----------------------------------------------------------------------------------

- Junto se anexa, Verificação de Óbito, emitido pela Autoridade de Saúde de Almada, bem como o Relatório de entrada na morgue do referido hospital.--------------------------------------------

- Por ser verdade e para constar, se lavrou o presente auto que, depois de lido e de achado conforme, vai ser devidamente assinado.-------------------------------------------------------


Dulce Rodrigues

31002608

Ag. Est. PM