Mare Nostrum

Somos um, somos unidos
e juntos vamos lutar
pra levar este navio
a um bom porto chegar

Na primeira estamos juntos
e aqui vamos ficar
orgulhosos, destemidos
Portugal vamos Honrar

O destino que escolhemos
serve na terra e no mar
lutamos pela bandeira
de uma força singular
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

"No rasto da Noiva Negra..."

Apesar de todos os indícios apontarem para um suposto suicídio, os agentes de Sauron encarregues pela investigação, chegam a conclusões desviantes daquilo que lhes era revelado pelas provas existentes, pois estavam na presença de indícios que não faziam sentido. Isto, até voltarem os registos telefónicos do bancário que, despoletaram a curiosidade dos agentes para uns telefonemas deveras estranhos.
Após a obtenção de mandato para a escuta das conversas telefónicas acima citadas, os agentes concluem que estaria a ser planeado o assassínio de Anabela. O bancário teria mantido contacto telefónico com uma mulher que viria a ser identificada como a "noiva negra", referenciada já, por várias forças policiais que lhe seguiam o rasto sem grande sucesso.
Seria então, a partir deste momento, que, se daria início a todas a diligências necessárias para a captura do bancário e da sua cúmplice, para assim, pôr um fim a todo este mistério que viria a revelar contornos ainda mais obscuros à medida que se avançava na investigação.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Relatório

A teoria do suicídio tem fundamento devido ao passado clínico da Anabela. Os internamentos no Hospital Conde Ferreira e a anterior tentativa de suicídio são fortes indícios de instabilidade emocional e psíquica, podendo, em ultima instância, resultar no pior cenário possível, o suicídio. O ter feito compras pouco antes de morrer poderá ser razão para se suspeitar de algo mais macabro do que suicídio, mas, devido aos condicionalismos do seu estado emocional e psíquico, acho que não será muito relevante. Quanto ao cão de porcelana partido com os restos no chão já é mais suspeito, conjuntamente com o anel de curso encontrado também no chão, evidencia prováveis sinais de luta, e possivelmente um novo ângulo de visão relativamente a este caso... Homicídio...

Relatório

Após as primeiras deligências, e com as provas recolhidas, a hipótese de suicídio parece cada vez mais remota...
Há indícios que a jovem era mentalmente perturbada, encontrando-se muito frequentemente pelo Conde Ferreira ( Hospital), tendo inclusive tentado o suicídio com comprimidos.
O facto do frigorífico se encontrar "recheado" de mantimentos afasta um pouco a hipótese de suícidio, isto combinado com o facto de se encontrar um bibelot com a orelha partida, e um anel de curso (universitário) encontrado na cena do crime, dá-nos uma probabilidade de 80% de hipóteses de ter sido homícidio. Um desenho do trajecto do crime remonta-nos para a possibilidade de contacto físico agressivo com a víctima, o assassino terá então arrastado o corpo até à varanda e no decorrer do acto, tropeçou então no bibelot partindo a orelha do mesmo, e não se preocupando em ver se haveriam vestígios que denunciassem a presença de um acto ílicito. O Anel encontrado, provavelmente pertencente ao bancário, dá-nos então indícios deste ser o suspeito número um, mas apenas com posteriores interrogatórios ao "matulão" do amante e o noivo bancário poderemos tirar conclusões menos percipitadas.

Relatório Policial

Após uma minuciosa investigação ao apartamento da vítima pode-se concluir o seguinte:
- O historial de diversas instabilidades de Anabela, a possibilidade de suicídio era forte, visto ter haver registo de ter andado, durante um largo período, em consultas no Conde Ferreira;
- Tinha anteriormente já tentado o suicídio com comprimidos.
- Apesar de tudo apontar para suícidio, existem alguns pormenores que contrariam essa tendência, que apontam para homicídio: o facto de Anabela ter ido às compras, o que poderá indicar que o suícidio não estaria nos seus planos; o cão de porcelana que tinha a orelha partida, que dá o indício que uma outra pessoa estaria também no apartamento. O cão foi derrubado, e depois colocado exactamente onde estava. A pessoa que o derrubou não reparou no pedaço de loiça caído;
- Um anel de curso de Economia e Gestão foi encontrado;
- Nada foi roubado.
Como conclusão, a teoria de homicídio é a que tem mais força e para ela existem dois suspeitos: o ex-namorado da vítima, o e o noivo da vítima, Carlos Alberto.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Relatório

Após as primeiras diligências foi possível constatar que a vítima sofria de alguma instabilidade emocional, estava medicada e ia regularmente às consultas de psiquiatria no Conde Ferreira. Não se sabe porém se tomava os medicamentos. Já se tinha tentado suicidar anteriormente. Já no apartamento, foi possível apurar que a vítima tinha ido comprar ultracongelados em promoção ao Lidl, nessa mesma manhã. Encontrou-se também um cão de porcelana com a orelha partida, ter-se-á partido ao cair no chão, talvez derrubado pelo assassino ao empurrar a vítima para a varanda e foi levantado à pressa do chão. A orelha estava ali ao lado, o assassino não deve ter reparado nela. Foi também encontrado no chão um anel de curso vermelho e branco de Economia e Gestão. Nada foi roubado do apartamento.

Nada mais foi detectado nas primeiras diligências.

RELATÓRIO DAS PRIMEIRAS DILIGÊNCIAS

Em primeira instância deslocamo-nos para o apartamento da Anabela para verificar o estado do apartamento.
No apartamento verificou-se que o frigorífico da Anabela estava cheio de comida, tendo a mesma efectuada compras no dia da sua morte, o que sugere que não houve premeditação ou intenção, por parte de Anabela, para cometer suicídio.
Foi encontrado um cão de porcelana perto da varanda principal do apartamento com uma orelha partida, estando a referida orelha no chão perto do referido cão, Sugerindo sinais de luta.
Também foi encontrado no chão um anel vermelho e branco do Curso de Economia e Gestão, da Universidade de Coimbra. Provavelmente o referido anel pertence ao autor do crime.
Aparentemente, no apartamento da Anabela, não existem indícios de roubo, estando os pertences da falecida Anabela no seu lugar devido.
Após a verificação do estado do apartamento da Anabela e tendo em conta os indícios encontrados no referido apartamento, vamos passar à interrogação de dois possíveis suspeitos do homicídio da Anabela.

Relatório da Investigação da PJ

Realizamos as primeiras diligências da investigação no apartamento da Anabela.
Descartamos a hipótese de suicídio devido ao facto de haver muita comida recém comprada.
Encontramos no chão uma orelha partida, que pertencia a um cão de porcelana, afastado do mesmo. Alguém o partiu e voltou a colocar o cão no seu sítio.
Encontramos no chão da varanda um anel de curso, que parece ser de Economia e Gestão.
Devido a estes achados, suspeitamos de homicídio e vamos interrogar dois suspeitos, o senhor Tó Jó e o senhor Carlos Alberto.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Inspectores José Marques e Silva Pereira informam...

No seguimento das investigações inerentes ao falecimento de Anabela e na sequência de uma busca ao apartamento da mesma, foi elaborado o seguinte laboratório pericial.
Aos 8 dias do mês de Fevereiro de 2009, pelas 15h30 minutos realizou-se, após aquisição de mandato judicial em anexo, uma busca a casa da vitima Anabela no intuito de obtenção de pistas ou indícios que pudessem revelar o real desenvolvimento dos factos subjacentes a morte da mesma.
O facto de Anabela encontrar-se em decúbito dorsal poderá por si só constituir um indicio de queda precedida de empurrão. Desta forma, surge a probabilidade de homicídio através da analise surge local do corpo da vitima. Desta forma, se enquadra a entrada e revista no apartamento da vitima, onde foram encontrados variados indícios a levar em consideração. Entre os mesmos destacam-se:
a) Existência de vários produtos alimentares, recentemente adquiridos, no frigorífico. Deste facto podemos pressupor que apesar dos instintos suicidas da vitima, o facto da mesma ter comprado recentemente vários produtos alimentares coloca de parte a hipótese de um possível suicídio premeditado a médio/longo prazo;
b) Não existência de indícios de entrada forcada ou de arrombamento. Tal facto poderá remeter para, no caso de homicídio, um forçoso reconhecimento das partes;
c) Não existência de indícios de roubo. Tal como na alínea anterior, também este indicio nos remeteria para, em caso de homicídio, a existência de um relacionamento entre as partes;
d) Existência de um objecto de porcelana com fins decorativos (nomeadamente um cão), cuja orelha se encontrava partida. Importa referir que o mesmo se encontrava de pé em local afastado da varanda, porem o pedaço de orelha em falta encontrava-se na varanda, local do crime. Será possível pressupor que a vitima terá sido arrastada contra a sua vontade ate a varanda, tendo no caminho derrubado o referido cão. O facto do possível assassino não ter procedido a limpeza do local do crime aponta para a presença de um “amador”;
e) Encontrou-se no local do crime um anel, de cor vermelha e branca, que se julga ser um possível anel do curso de Economia e Gesto. O mesmo poderá ter caído do dedo do possível assassino, motivo pelo qual consideramos determinante averiguar a sua origem e anterior posse.
Considerando que estes foram todos os indícios encontrados relevantes para a resolução do caso, damos por terminado este relatório que será anexado ao processo “Sorriso Cromado”.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Relatório

No seguimento das investigações no âmbito do “Caso Anabela” foi efectuada uma visita à residência da vítima, no sentido de recolher provas com vista à resolução do mesmo. Destacaram-se os seguintes indícios, que considerámos pertinentes para a investigação:
- A vítima tinha comprado recentemente bastantes produtos alimentares congelados, o que, na nossa opinião, revela que, embora seja sabido que era mentalmente instável e tinha tido instintos suicidas no passado, não pretendia suicidar-se.
- Aparentemente nada foi roubado do apartamento, portanto podemos excluir a hipótese de roubo.
- Detectou-se a presença de um cão de porcelana com uma orelha partida, cujo respectivo caco ainda se encontrava junto da varanda onde, presumivelmente, terá ocorrido o crime, este facto poderá ser indício que o presumível assassino não é profissional.
- Foi encontrado no apartamento um anel de curso, vermelho e branco, que julgamos corresponder ao curso de Economia, no entanto iremos proceder a posterior averiguação. Este anel poderá ter caído do dedo do presumível assassínio enquanto empurrava a vítima.
Não foram registados outros aspectos relevantes para a investigação.
Iremos juntar o presente relatório à pasta do caso e tomaremos diligências para que a investigação seja concluída o mais rapidamente possível.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Relatório

Nas primeiras diligências ao apartamento de Anabela foi constatado que a vítima tinha um historial de perturbações psicológicas, visto a mesma ter estado em tratamento no hospital Conde Ferreira, e já ter tentado 0 suícidio, ingerindo uma quantidade excessiva de comprimidos.
Foram encontrados vestígios de que alguém derrobou um cão de porcelana partindo-lhe uma orelha, ficando caída no chão, o suspeito limitou-se a colocar o bibelot direito.
Foi ainda encontrado um anel de curso de Economia e Gestão no chão.
Aparentemente nada foi roubado do apartamento.
Devido à existência de evidencias de que alguém esteve no apartamento, serão efectuados interrogatórios aos principais suspeitos sendo estes: o ex-namorado da vítima, , e o actual noivo da mesma, José Alberto.
Sem mais havendo a declarar dá-se por encerrado este relatório.

Relatório

Existem vários indícios que remetem a investigação para várias direcções. Temos por exemplo uma tentativa de suicídio por Anabela, porém no dia anterior à sua morte esta teria ido às compras, o que tornava estranho supor que ela a seguir se iria suicidar.
Por outro lado, se fosse suicídio, por que razão o cão de porcelana estaria direito mas com uma orelha partida? Teria Anabela sido arrastada ou empurrada e o autor desse acto derrubado o cão sem que se apercebesse que o havia danificado?
Outro aspecto a ter em conta é o facto de nada ter sido roubado.
Por fim, foi encontrado um anel universitário, do curso de economia ou gestão no quarto em que Anabela se encontrava antes de ter saltado ou ter sido empurrada.

Relatrório

Chegados ao local do incidente, deparamo-nos com uma enchente de pessoas de volta de um corpo humano de uma mulher aparentando entre os 25/30 anos, loira, engolfado numa poça de sangue entre um vidrão imundo e a carcaça carbonizada de um Seat Ibiza. O corpo parecia ter caído do prédio em frente amarelo, na rua dos clarins, onde a vítima, identificada como Anabela, residia. Inevitavelmente duas teses saltam imediatamente a vista: assassínio ou suicídio.
Entrevistadas as testemunhas no local, nenhuma tinha visto o incidente mas as vizinhas brasileiras da vítima confirmaram que no mesmo prédio vivia um ex-namorado da vítima (Tó Jó) que, na noite anterior, tinha estado na discoteca, onde trabalhava, envolvido amorosamente com a vítima. Neste seguimento, também o noivo foi visto na mesma discoteca sozinho, tendo constatado o envolvimento da sua noiva com o ex-namorado.
Analisado o apartamento da vítima em busca de indícios, foi encontrado um frigorífico apetrechado de produtos alimentares, que pressupõe que a vítima não planeara sair de casa ou pelo menos abandonar os seus pertences num período próximo.
No apartamento foi encontrado um cão de porcelana com a orelha partida o que pode ser um indício de que houve luta no apartamento da vítima, o que pode corroborar a tese de assassínio. Aparentemente nada foi roubado do apartamento o que exclui a hipótese de roubo. No apartamento foi encontrado um anel de curso, presumivelmente de economia e gestão. De relembrar que o noivo da vitima empregado num banco.
Futuras buscas e investigações terão de ser levadas a cabo para apurar os factos.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Relatório

Anabela tinha já antecedentes de distúrbios mentais e possível tentativa de suicídio com a toma de fármacos, contudo , com investigação posterior, foi possível apurar que a vítima não apresentava, naquele momento, indícios que provassem que planeava por fim à própria vida.
No apartamento de onde a vitima terá supostamente caído, foi possível verificar vestígios de violência, mas aparentemente nada terá sido roubado, um bibelô em forma de cão ostentava uma orelha partida e o caco daí proveniente ainda se encontrava na área circundante, mais propriamente no chão, o que leva a crer que a vítima terá sido arrastada pelo assassino através daquele local até à varanda acabando o bibelô por cair, partir-se e ser recolocado mais tarde no seu lugar após a consumação do crime.
Foi também encontrado no local um anel de cor vermelho e branco que se crê ser elemento identificador de um Curso de Universidade e o qual poderá ter caído do dedo do assassino durante a luta que levou à queda da vitima.
Recolhidas as provas deverá proceder-se ao interrogatório dos dois principais suspeitos: Tó Jó, ex-namorado de Anabela, que havia sido visto com a mesma na noite do crime, e Carlos Alberto, seu noivo.
Relatório de ocorrência

Á primeira vista tudo aponta para que seja apenas mais um caso de suicídio. Em primeiro lugar, temos de ter em conta os antecedentes da vítima, Anabela, e que antecedentes estes, entrou e saiu várias vezes do Conde Ferreira, com depressões profundas e até por ter atentado contra a sua própria vida. Deve-se também ter em linha de conta a sua situação amorosa, ou vida emocional, por um lado temos o noivo que descobre que está a ser traído, por outro temos o matulão da discoteca, antigo amor de Anabela, outro factor são os sentimentos suscitados pela sua aparência física em si. Talvez estas razões nos dessem as provas suficientes para determinar o incidente como suicídio, mas existe um reverso da medalha. Temos o noivo, traído, e que descobre a vítima nos braços de outro homem e temos também o matulão da discoteca, Tó Jó e os inúmeros sentimentos que este nutria pela vítima.
A corroborar a teoria do homicídio temos ainda um anel de curso, presumivelmente de economia e gestão, o facto do frigorifico estar repleto de géneros acabados de comprar e por fim a porcelana que terá caído, partindo-se em parte e resposta, sem que se dê-se conta dessa falha.
A pergunta mantêm-se. Suicídio ou Homicídio.

Relatório

Anabela já tinha um episódio de tentativa de suicídio com comprimidos.
Tinha acabado de ir ao supermercado comprar muitos produtos.
Um cão de porcelana estava deitado e com a orelha partida.
Quem atirou o cão ao chão não reparou na orelha partida e limitou-se a colocá-lo direito.
Provavelmente alguém arrastou Anabela até à varanda e pelo caminho tropeçou no cão, acabando por parti-lo. (Uma marca evidente do pouco profissionalismo do assassino).
Aparentemente nada foi roubado do apartamento.
Um anel de curso vermelho e branco, (economia e gestão),vfoi encontrado no chão, provavelmente
o anel do assassíno, que o perdeu durante o acto.

Relatório

Tendo em conta o historial de Anabela, a possibilidade de suicídio era bastante forte, ou seja, para além de estar permanentemente em consultas no Conde Ferreira, já havia tentado o suicídio com comprimidos.
Contudo existiam alguns pormenores que contrariavam essa tendência, apontando para homicídio. Nomeadamente o facto de Anabela ter ido às compras, concerteza que não estava nos seus planos suicidar-se em seguida e, também, o cão de porcelana que tinha a orelha partida. O cão tinha sido derrubado, posteriormente foi recolocado exactamente onde estava, mas quem o fez não reparou que este estava partido.
À partida não se verificaram indícios de roubo, tendo sido encontrado outro objecto no local, um anel de curso vermelho e branco que é de Economia e Gestão. Deste modo, para a opção de homicídio existem dois suspeitos: o ex-namorado da vítima, o Tó Jó e o noivo da vítima, Carlos Alberto...

Relatório

Eu, José Marques, Subinspector desta Polícia Judiciária do Porto, sob o comando de Silva Pereira, Inspector da mesma polícia, estivemos presentes no local da fatalidade(subjectivo), recolhendo provas que nos indiciassem a prática de Homicídio ou Assassinato.
Constatámos o corpo inanimado de Anabela próximo de um vidrão e de uma viatura carbonizada junto ao prédio onde habitava, com uma poça de sangue na zona da cabeça, voltado de barriga para cima.
Fomos interpelados por um grupo de jovens Brasileiras massagistas, habitantes no mesmo prédio que colocaram um cenário bem complexo para o caso, envolvendo estupro, tortura e assassinato. ,
Temos ainda uma declaração de um jovem casal, que nos alertou para o acréscimo da violência neste bairro.
Relativamente à vítima, é de referir os seus antecedentes pelo consumo de comprimidos e internamentos no Hospital Conde Ferreira, derivado a tendências suicidas.
O Inspector Silva Pereira constatou no apartamento da vítima, compras alimentares recentes, para algum tempo, o que o levou a comentar a hipótese de não ter sido suicídio.
Já no apartamento da vítima constatei ainda um bocado de porcelana no chão, pertencente a um cão do mesmo material, que estava direito e arrumado no seu local habitual. O que nos leva a crer que alguém tropeçou no bibelô, e o endireitou sem se livrar do bocado partido, possível acção de um amador no caso de ter sido um assassinato.
É de referir que nada foi roubado da habitação, excluindo a hipótese de assalto.
Como prova, foi ainda analisado um anel vermelho e branco, representação do curso de Economia e Gestão da Universidade de Coimbra, que se encontrava no chão.
Após a recolha e a análise de todas estas provas e factos, procedemos aos interrogatórios a Carlos Alberto, bancário e noivo de Anabela e a Tó Jó, morador do mesmo prédio, antigo namorado da vítima e actual amante, segundo constatado entre os vizinhos.
Conclui que tudo indica para Assassinato. Segundo as provas e os depoimentos, Carlos Alberto dirigiu-se ao seu apartamento e arrastou Anabela à força para a janela, empurrando-a para fora, entretanto deixou cair o seu anel de curso e partiu o cão de porcelana. Na mesma noite Carlos Alberto viu Tó Jó e Anabela juntos no Moonlight na festa de despedida de solteira da mesma. Motivando-o para que comete-se este crime.

Relatório

Morte de Anabela

Primeiras impressões

Local do sucedido:
- Prédio amarelo nos arredores de gaia;
- Graffitis nas paredes;
- Automovel carbonizado junto do corpo.

Descrição do corpo:
- Sexo feminino;
- Aparenta 20 e poucos anos;
- Corpo voltado para cima;
- Aparentemente intacto;
- Nuca aberta originando poça de sangue;
- Corpo ainda quente.

Apartamento:
- Frigorifico apretrechado de ultracongelados;
- Cao de porcelana ligeiramente partido;
- Aparentemente inexistencia de roubo;
- Anel de curso abandonado no chao.

Suspeitos:
- Antonio Jose – o amante;
- Bancario – o noivo.

Especulações:
Estamos na presença de um corpo humano de sexo feminino aparentemente com 25 anos de idade. Tudo indica para uma queda, empurrada ou voluntária, de uma das varandas. O corpo encontra-se em decúbito dorsal entre um vidrão e a carcaça de um Seat Ibiza, talvez então estejamos na presença de uma vitima, pois são os raros suicidas desta natureza que se atiram de costas. Aparentemente não apresenta mazelas físicas, ou vestígios de violência, torna a balança para o acto voluntário. A queda fez abrir o crânio na zona da nuca por onde uma poça gigante de sangue se esvaiu o que poderá ter causado a morte se não tiver morrido no embate. A temperatura corporal ainda é elevada o que indica proximidade temporal com a queda. Dentro do apartamento observamos mantimentos para vários dias o que contraria a ideia de Anabela ter desejos de morte imediata. Um cão de porcelana partido pode ser um indicio de luta, ou no mínimo uma deslocação desgovernada por parte de uma ou mais pessoas contra o móvel. O facto de não se ter verificado aparentemente alguma espécie de assalto, indica que, se havia uma segunda pessoa no apartamento, só tinha como intenção a interacção positiva ou negativa com Anabela e nada mais. O anel com características semelhantes às de um anel universitário e com um diâmetro não compatível com os dedos de Anabela reforçam a possível presença de uma segunda pessoa no apartamento. Vida amorosa atribulada pode ser causa do sucedido tendo como elementos participantes, To Jo seu vizinho e antigo amante, e o seu actual parceiro de profissão bancário, uma investigação pormenorizada vai ser efectuada em volta destes dois.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Relatório

A Anabela já havia atentado contra a sua própria vida por diversas vezes, através da ingestão de comprimidos pela qual esteve internada no Hospital Conde Ferreira, o que suporta a tese de suicídio. Mas a de homicídio ganha força com indícios de um futuro planeado, como revelam os ultracongelados, e também de luta como revela a orelha partida do bibelô, que presumivelmente aconteceu quando o homicida arrastou o corpo da vitima até à varanda. Existe também o anel de curso, supostamente de Economia e Gestão, que também foi encontrava na varanda, e o facto de nada ter sido roubado do apartamento. Pesando os indícios, as suspeitas incidem sobre o Tó Jó (que havia tido um caso com Anabela) e sobre o Carlos Alberto (noivo de Anabela).

Relatório

Existe uma suspeita algo forte de suícidio um vez que é um dado adquirido que Anabela esteve várias vezes internada no Conde Ferreira e que se tentou suicidar com comprimidos, logo pode perfeitamente ter saltado da janela.Mas existem outros factos que corroboram (contrariam) esta teoria, Anabela tinha o frigorifico cheio de congelados,claro sinal de que não desprezava a vida tanto assim, sendo que alguém que pretenda cometer suícidio não se vai preocupar em deixar o frigorifico bem recheado.O que me leva á outra hipótese, o homicídio.Existem provas que dão azo a esta hipótese, o cão de porcelana com a orelha partida e a descoberta de um anel de curso com as cores do curso de Economia e Gestão. Os dois suspeitos são o culturista Tó Jó e o bancário Carlos Alberto, sendo que os factos apontam para que Carlos Alberto tenha sido o autor do crime.